segunda-feira, 29 de março de 2010

Já sentiste o peito a chorar?

Aquele gotejamento metálico que cambalhoteia o coração e desenha a asa ferida de que ary falava?
Já? é singular, quase único, como um pequeno verso que se suicída nos flancos do teu ser, atira-se, desiste. Aquele verso era importante, nele já morreram poetas.
Deixai-me ser pictórico, a poesia não nasce de uma flor. Nasce do sangue quente que penteia o amanhecer de uma pétala mais tímida...é assim, cru, sem medidas, sem contendas. Quando cai, faz um buraco no universo. Se o ouvissemos, morreríamos de tanto respirar.
Não se deixem levar pelo cáustico sabor amargo dos meus lábios. Sejam esses lábios que cortam este mar assintoso de ter uma alma inquieta. Ser poesia não é facil. Para isso é preciso nascer. Nascer de verdade, abrir o peito ao mundo e deixar que todo esse metal condense o nosso espaço.


È um para o avatar por favor.

Sem pipocas.



1 comentário:

  1. Olha quem nem toda a poesia nasce dessa cor! Ou nasce?
    Será que só tomamos consciência de tudo aquilo que somos quando nos despedaçam? É a tal lógica de ver o todo pelas partes?
    Não sei...

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